Cumprindo um dos objetivos
deste blog, que é de trazer notícias e comentários sobre temas diversos
relacionados à saúde mental e desenvolvimento pessoal, apresentamos aqui alguns
dados estatísticos e fazemos considerações a respeito:
-Aproximadamente 20% de todos
pacientes atendidos por profissionais de atenção primária de saúde têm um ou
mais transtornos mentais e comportamentais.
Fonte: Relatório Mundial SM/OMS, 2001.
-12,3% da população
brasileira de 12 a 65 anos apresentam dependência do álcool.
Fonte: CEBRID, 2006
Vejam só, com um número tão
acentuado de casos de transtorno mental presentes em nossa população, sendo que
nestes tempos atuais, temos o pleno conhecimento de que o consumo de álcool,
bem como o de outras drogas psicotrópicas, só faz desencadear e agravar os
transtornos mentais, dados como estes acima, só evidenciam o fato de que
vivemos uma sociedade repleta de informações, mas de muito pouco discernimento
para utilizá-las de forma adequada.
É fato notório que
considerável parte da população, prefere acreditar na publicidade e nos mitos
criados sobre o consumo destas substâncias, negligenciando o próprio bem-estar,
brinca com a sorte e os consomem. As consequências desta falta de senso se fazem
presentes na vida familiar e no trabalho, através do absenteísmo e da perda de
produtividade, quando não de inúmeros acidentes, seguidos de aposentadorias
precoces e outras fatalidades.
Acho que isto é o que podemos
chamar de adoecimento social
Como médico, durante todos os
anos de trabalho, o que sempre mais me chamou a atenção foi o fato de constatar
que o ser humano apesar de temer a loucura, ainda não aprendeu a colocar a
saúde mental como eixo primário de suas metas de cuidados com a saúde. Isto é
certamente um paradoxo, pois já sabemos que o cérebro é o comando de todo o
corpo. Sendo a saúde o maior bem que uma pessoa possui, porque então brincar
com o destino e preferir acreditar que bebidas alcoólicas e outras drogas
possam ter algum tipo de beneficio.
Pensando nestes fatores, e,
visando destacar este tipo de confusão de valores, propomos uma espécie de
projeto: “Mente saudável”. Algo que tenha cunho informativo. Talvez, sirva até
para confrontar algumas destas “desinformações” tão comuns nestes tempos.
Enfim, contribuir para que as pessoas possam despertar as sabedorias,
desenvolver as próprias potencialidades e aprender a fugir da "Armadilha social“
em que vivemos.
Quando se propõe algo assim, percebemos
que os primeiros que aderem ao conceito, são aqueles que gostam de ter controle
completo sobre a sua vida. Geralmente tem perfil de liderança. Logo se engajam
na prática e se destacam como novos formadores de opinião. —Tomara, pois o
custo social deste consumo esta ficando impagável.